CUPIM Revoada de Cupins Siriris ou Aleluias O Que Fazer?

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DASA – Dedetizadora ASA SA – CUPIM – Revoadas de Cupins – Siriris ou Aleluias

 

FAQ – Perguntas e Respostas sobre Cupins

 

– O que são Cupins?

R.: São Insetos Sociais, compostos por castas morfologicamente diferentes:

Rei – Rainha – Operários – Reprodutores Alados (siriris ou aleluias) Soldados – Ninfas.

 

– Quantas espécies de cupins existem?

R.: Cerca de 2.500 espécies, porém no Brasil as espécies que são mais importantes, para as empresas controladoras de pragas são 2:

CUPIM DE MADEIRA SECA: Criptotermes brevis  –  CUPIM SUBTERRÂNEO: Coptotermes havilandi

 

– Os cupins se acasalam?

R.: Sim, após a revoada, os siriris ou aleluias, serão (se macho) Rei e (se fêmea) Rainha, que após esse voo nupcial, irão se acasalar para formar uma nova colônia em alguma fonte de celulose (madeira). A Rainha ficará reclusa em sua câmara, pondo ovos por toda a vida e de onde jamais sairá.

 

– Quantos ovos uma rainha de cupim põe?

R.: Uma colônia madura de cupim subterrâneo, com uma rainha com cerca de 3 a 4 anos de existência, pode colocar algo em torno de 4 a 5 mil ovos por dia.

CURIOSIDADE: Existe uma espécie de cupim, em que a rainha põe 80.000 ovos por dia.

 

– Quanto tempo vive o cupim?

Este período varia de acordo com cada casta de uma colônia e a espécie, mas em média eles podem viver até 30 anos.

 

– Como os cupins conseguem perfurar a madeira?

R.: Eles desgastam a madeira, papel, papelão e outros materiais constituídos de celulose e os ingerem  como alimento e os expelem em formas fecais, para construírem tuneis e ninhos.

 

– Quais os tipos de madeiras que os cupins atacam?

R.: Qualquer madeira pode ser atacada por cupins, porém o cerne de algumas espécies de madeira oferecem resistência natural e geralmente não são atacados. Porém segundo os especialistas em pragas urbanas, só existem 2 tipos de madeiras, a que o cupim já a atacou e a que será atacada algum dia, pois as madeiras mesmo muito duras, ao longo das décadas vai perdendo sua resistência, se tornando mais suscetível aos ataques.

 

– O cupins atacam também outros materiais além da madeira?

R.: Eles consomem materiais a base de celulose que é a base de sua alimentação, porém os cupins subterrâneos podem desgastar diversos materiais para conseguir passagem e se deslocar nas estruturas. Exemplo uma rachadura na parede, onde muitas pessoas acham que é um cupim que come concreto, isso não é verdade, o cupim só se alimenta de materiais a base de celulose. Se, por exemplo, um tecido contiver celulose, ainda que em pequena porcentagem, será atacada por eles.

 

– O querosene mata cupins?

R.: Querosene não possui ação inseticida, ele funciona apenas como solvente para aplicação de cupinicida. Mas os cupins são muito sensíveis fora de suas colônias e podem morrer desidratados e  até com a exposição a luz solar.

OBS: Uma residência descupinizada com querosene, pode se transformar em inabitável por dezenas de anos, por causa do odor.

 

– Existe processos caseiros para eliminar cupins?

R.: Não, existem apenas alguns cupinicidas que são vendidos livremente e podem ser utilizados para controle de cupins de madeira seca, em pequenos móveis, porém a falta de equipamentos de aplicação que possibilitem cobrir 100% da área infestada e a falta de EPIs, tais como máscaras para Gazes e Vapores são elementos que praticamente impossibilitam o sucesso desse tipo de aplicação.

No caso do controle de cupins subterrâneos ou arborícola o processo deve ser feito de forma profissional. O importante é sempre o proprietário do imóvel realizar vistorias periódicas a procura de sinais de infestação por cupins, evitando que a infestação se espalhe por toda a edificação.

 

– Os cupins que atacam madeiras são da mesma espécie?

R.: São de várias espécies como os cupins de solo que é o mais conhecido, o cupim de madeira seca e cupins que formam suas colônias no topo das árvores (arborícola).

 

– O cupim no frio não ataca a madeira?

R.: O ataque pode se dar em qualquer época do ano, o que ocorre mais no verão é a revoada ou oo de acasalamento.

 

– O cupim ataca também cimento ou concreto?

R.: Não, os cupins subterrâneos podem desgastar concretos mais fracos para conseguir passagem através de uma rachadura, mas somente consome materiais a base de celulose (madeiras).

 

– O cupim voa?

R.: Sim, a casta dos reprodutores alados (ou siriris) voam para se reproduzir.

 

– Existe alguma forma de se prevenir contra os cupins?

R.: Sim, com tratamentos preventivos das estruturas e vistorias periódicas em áreas que o proprietário do imóvel tenha desconfiança, evitando que a infestação se instale e alastre.

 

– Cupins podem derrubar uma edificação?

R.: Não, apenas os madeiramentos de telhados podem ser abalados dependendo do ataque, podendo vir a cair (caso comprovado por nossas equipes de trabalho). Um exemplo são casas antigas que o forro era feito de estuque (estrutura de madeira e cimento para fazer forro no teto dos prédios).

 

– Os cupins são transmissores de doenças ao homem ou animal?

R.: Não

 

– Como identificar a presença de cupins?

R.: Vistoriando as edificações e os materiais com aspecto de oco ou quando ao toque fura facilmente e a presença de fezes (conhecida como pozinho). Observar em locais como garagens, porões, madeiramento de telhados, se existem túneis, os quais demonstram existir infestação de cupins subterrâneos.

 

– Uma dedetização de cupins (descupinização) deve ser feita somente nas áreas infestadas ou também em outras áreas do ambiente para prevenção?

R.: Pode-se fazer uma descupinização de forma curativa para áreas já infestadas e de forma preventiva para locais ainda não infestados.

 

– Como funciona o tratamento por barreira química?

O tratamento de barreira química se da através da injeção de calda cupinicida no solo ao redor de uma edificação, desta forma criando uma barreira que impede a chegada dos cupins na estrutura da edificação.

 

– Como é feita a descupinização? E quais os procedimentos feitos por empresas especializadas para combater os cupins?

R.: O controle de cupins pode ser realizado através de pulverizações, pincelamento ou injeção de calda cupinicida na madeira, polvilhamento em caixas energizadas ou conduítes e injeção no solo, ou através de colocação de iscas.

 

– Numa descupinização feita em casa os moradores devem sair do ambiente? Se sim por quanto tempo?

R.: Sim, segundo normas da ANVISA, pessoas e animais domésticos devem se ausentar do ambiente por 72 hora, ou seja, 48 horas fechado e 24 horas ventilando, ou a critério médico quando o sistema de tratamento for o convencional, no caso de colocação de iscas não é necessário sair do local.

 

– Um ambiente tratado contra cupins pode ser limpo normalmente após sua aplicação?

R.: Sim, mas a pessoa sempre deve utilizar luvas de PVC, calça e blusa de manga comprida e sempre deve estar calçada com bota, ou tênis, nunca descalça ou de chinelo aberto, evitando molhar onde foi aplicada a calda cupinicida.

 

– Um ambiente tratado contra cupim deixa cheiro?

R.: Sim. No caso do tratamento convencional com a utilização de calda cupinicida, todavia se a empresa de controle de pragas utilizar produtos (venenos) corretos e de fabricantes respeitados no mercado, esses produtos deixam pouco odor no local.

 

– Há riscos a saúde do homem ou animal ao contato com o inseticida utilizado num ambiente contra cupins?

R.: Sim, Se houver contato com a calda cupinicida pode ocorrer um processo de intoxicação, que poderá ser de pouca gravidade, se os procedimentos pré e pós aplicação química forem respeitados.

 

– Há perigo para animais como: cachorro e gato quando feito uma descupinização? E para as plantas?

R.: No tratamento com calda cupinicida os animais devem ser retirados do local. Não há problemas para as plantas, somente quando a base do cupinicida é com solvente, dessa forma pode se tornar fitotóxica quando cair sobre as plantas, mas esses processos são feitos somente para madeiramento, que normalmente se encontram internamente nas edificações, portanto longe das plantas.

 

– Cupins mordem?

R.: Não, no caso dos soldados de cupins subterrâneos eles podem pinçar os dedos ou outra parte do corpo que tenham contato com eles, poderem este processo é indolor.

 

– Porque cresceu tanto o número de cupins em áreas urbanas?

R.: Devido ao grande aumento de construções com utilização de madeiras e a derrubada de áreas nativas e com isso a eliminação de predadores naturais e materiais a base de celulose que são descartados de forma incorreta e muitas vezes esse material é utilizado com aterro da obra e no futuro será alimento para as novas colônias de cupins, isso porque, os cupins têm o comportamento de realizarem revoadas para se reproduzirem, dessa forma eles podem criar colônias em qualquer lugar.

 

– Qual a importância do cupim para o ecossistemas?

R.: Em um ecossistema natural os cupins possuem grande importância ecológica, pois auxiliam na decomposição de matéria orgânica.

 

– É verdade que os cupins também são responsáveis pela destruição da camada de ozônio?

R.: Sim, pois segundo alguns estudos, o processo de transformação da celulose, realizado pelos cupins, ao digeri-la, geram o Gáz Metano, que é um dos principais vilões que atacam a camada de ozônio da terra.

 

– Qual a diferença do cupim subterrâneo para o cupim de madeira?

R.: As espécies de cupins subterrâneo possuem colônia com milhares de indivíduos e costumam se instalar no solo ou em locais úmidos e escuros de uma edificação, tais como caixões perdidos, forros, vãos de escadas, marquises, e outras estruturas.

Os cupins de madeira seca formam colônias com algumas centenas de indivíduos e na própria peça de madeira com baixo grau de umidade.

 

– Os cupins atacam os jardins?

R.: Sim, existem espécies que podem atacar gramas, arbustos e árvores de jardins.

 

– Os cupins atacam a lavoura?

R.: Existem espécies que podem atacar plantações, ou formar ninhos que dificultam a mecanização agrícola conhecidos comumente por (murundus).

 

– Os cupins são brocas?

R.: Embora as pessoas, sem conhecimento técnico as classificam como cupins, as Brocas são insetos pertencentes a outro grupo. São besouros, portanto têm vida isolada e pertencem à ordem Coleoptera, os quais se alimentam de celulose apenas na fase larval, ao saírem dos ovos.

 

Todas as respostas acima foram fornecidas pelos especialistas em Pragas Urbanas:

Bill Andersen/Dr. Lázaro Carneiro Neto (CRMV01286-RO)

Autores do livro ‘PRAGAS URBANAS” Como Se Livrar Delas… 1ª edição 2004

http://pragas-livro-11-6424-9997.comunidades.net/

 

 

 

CUPINS DE MADEIRA SECA e CUPINS SUBTERRÂNEOS – Biologia e Comportamento

 

Existem cerca de 2.500 espécies de cupins.

Cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero).

Cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânico ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.

No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação “cupim” é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando “montículo”, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil. A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim “Termes” e era utilizada   pelos   romanos   ao   se   referirem   ao   “verme da madeira”,   seu   significado  em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.

Porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante – existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.

Apresentamos aqui textos que procuram ajudar na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque.

Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Dependendo da localização e do formato do ninho, podemos citar, por exemplo, os cupins de montículo, responsáveis por prejuízos na lavoura.

Cupins Arbóreos e de Montículo: Biologia e Comportamento

 

Descrição – Vida Social – Ciclo de Vida – Nova Colônia – Comportamento

Descrição

Os cupins são insetos sociais pertencentes à Ordem Isoptera, palavra que deriva do grego “isos”, que significa igual e “ptera”, que significa asas, ou seja, os cupins pertencem à classe de insetos de “asas semelhantes”.

Assim, a classificação dos cupins começa pela seguinte tabela:

Reino: Animal  –  Filo: Artropoda  –  Classe: Insecta  –  Ordem: Isoptera

Estes insetos tem distribuição mundial, ocorrendo em áreas tropicais e temperadas na terra. Cerca de 2.200 espécies de cupins já foram descritas, sendo que no continente americano encontramos aproximadamente 540 espécies distribuídas em 84 gêneros e 5 famílias. Nos Estados Unidos foram relatadas cerca de 40 espécies e, no Brasil, cerca de 200 espécies, a maioria benéfica. O quadro abaixo representa esta distribuição.

Família Gêneros Espécies
Kalotermitidae 15 112
Rhinotermitidae 8 34
Serritermitidae 1 1
Termitidae 58 363
Termopsidae 2 4

 

Vida Social

Os cupins são insetos sociais, ou seja, como as abelhas, formigas e vespas, formam uma colônia. Esta colônia de indivíduos é caracterizada pela especialização de funções, existindo indivíduos responsáveis por tarefas específicas tais como: buscar alimento, reprodução, botar ovos, defender o ninho, dentre outras. A especialização faz os indivíduos de uma colônia possuírem diferentes formas (morfologia diferenciada, polimorfismo), devidamente adaptadas à função que irão desempenhar. Desta maneira, um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.

Existem basicamente três tipos de funções ou castas de indivíduos em uma colônia:

Operários  –  Soldados   –  Reprodutores alados

Existe a casta dos operários, que é caracterizada por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, tais como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas, inclusive o rei e a rainha, construção e conservação do ninho (reparação por danos e limpeza), eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos. Morfologicamente falando, os operários apresentam uma cor branca leitosa com a cabeça relativamente mais escura, não apresentando nenhum olho (tanto olhos compostos quanto olhos simples ou ocelos). Algumas espécies podem apresentar uma área pigmentada onde os olhos seriam tipicamente encontrados; no entanto todos os operários são cegos. As asas são ausentes, pois não necessitam das mesmas para o desempenho das funções a eles atribuídas.

E a casta dos soldados, por sua vez, tem a função de guarda do ninho e proteção dos operários durante a busca de alimentos. Morfologicamente apresentam corpo de cor branco leitoso, e são caracterizados pelas cabeças escuras desenvolvidas com um par de mandíbulas também desenvolvidas (a única exceção são os soldados da espécie Nasutitermes spp, que apresentam mandíbulas na forma de um prolongamento espinhoso da cabeça). Semelhantemente aos operários, os soldados também não apresentam asas ou olhos (áreas pigmentadas na cabeça podem estar presentes na região onde os olhos estariam localizados). Como estruturas de defesa, além da potente mandíbula que pode esmagar, cortar ou golpear com enorme força e da cabeça dura e volumosa que pode obstruir passagens estreitas do ninho contra a penetração de inimigos naturais, os soldados de algumas espécies podem apresentar secreções de natureza tóxica ou viscosa e muito grudenta, através de uma estrutura na cabeça denominada fontanela (um tipo de poro que se interliga com a glândula frontal, responsável pela produção das secreções). É interessante mencionar que o formato da cabeça e das mandíbulas pode ajudar na identificação da espécie infestante.

A casta dos reprodutores alados é representativa dos indivíduos responsáveis pela reprodução. Assim, esta casta é formada por indivíduos sexualmente definidos (machos e fêmeas), com o aparelho reprodutor desenvolvido. São os famosos siriris, siri-siris ou aleluias, que saem do ninho em um vôo de dispersão com o objetivo único de encontrar um local onde possam se reproduzir, formando outro ninho de cupins. Este fênomeno de dispersão é conhecido como revoada ou enxamagem e ocorre principalmente em épocas quentes e úmidas, normalmente no período da tarde, próximo ao anoitecer. Morfologicamente falando, para desempenharem a função de dispersão, apresentam dois pares de asas membranosas, úteis apenas durante o fênomeno de dispersão, caracterizadas por terem dimensões semelhantes (o que os classifica na Ordem Isoptera, como mencionamos anteriormente). Quando não estão em uso, as asas repousam sobre o abdome do inseto.

A cor das asas pode variar de claras e transparentes a escuras, sendo que é através das nervuras presentes nas asas que se identificam muitas espécies de cupins. A coloração do corpo dos alados varia de um marrom claro ao preto, dependendo da espécie. Apresentam olhos compostos e algumas espécies também apresentam olhos simples ou ocelos. Da mesma forma que os soldados, apresentam fontanela na cabeça.

Após a revoada, quando pousam no solo para procurar um abrigo e formar novo ninho, os reprodutores alados forçam as asas contra a superfície e a quebram, pois já desempenharam o seu papel no vôo de dispersão. A parte basal da asa, que permanece junto ao corpo após a quebra das asas, é denominada escama alar. Se o casal não tiver se encontrado durante o vôo de dispersão, a fêmea, já no solo, libera um feromonio sexual que irá atrair o macho. Após ambos se encontrarem, partem para procurar um local seguro para o acasalamento. Após a identificação do abrigo (madeira seca ou solo, dependendo da espécie ser um cupim de madeira seca ou cupim subterrâneo) macho e fêmea se acasalam e iniciam a nova colônia dando início à postura de ovos. A partir daí são chamados de rei e rainha, ou casal real, da nova colônia.

Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam em seu interior, aumentando de tamanho à medida que a fêmea aumenta sua capacidade de oviposição com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode, assim, alcançar vários centímetros de comprimento, apresentando uma coloração branco leitosa. O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e, por sua vez, apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome. Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.

O ninho pode ser formado ainda por outros indivíduos ou elementos, tais como ovos e indivíduos imaturos, brancos, moles e dependentes dos operários que cuidam de sua limpeza e alimentação. Também podem apresentar reprodutores secundários ou reprodutores de substituição, indivíduos com a função de substituir o casal real no caso de algum deles adoecer ou morrer, ou até mesmo ter a função de complementar a postura de ovos na colônia. Reprodutores secundários são produzidos em colônias mais maduras e, como não têm a necessidade de sair da colônia, eles nunca desenvolveram asas podendo apresentar, no entanto, gemas alares quando são originados de ninfas. Sua coloração pode variar de leve a fortemente pigmentada.

Outras espécies de artrópodes também podem conviver com os cupins, tais como alguns pequenos besouros, miriápodes e moscas e são denominados simbiontes.

Para manter todos os indivíduos desta sociedade, o ninho desempenha um papel importante, oferecendo condições microclimáticas (temperatura, umidade, intempéries climáticas) adequadas e seguras a todos os indivíduos desta comunidade, protegendo-a contra inimigos naturais (predadores e parasitas). Ao conjunto formado pela comunidade (indivíduos) e pelo ninho (parte física), denominamos colônia. Assim, uma colônia pode ser formada de vários ninhos (ou sub-ninhos) no caso de compartilhar os mesmos indivíduos.

Ciclo de Vida

Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados que, como vimos, após se abrigarem em outro local, formam o casal real da nova colônia.

Entre a forma jovem e a forma adulta, os cupins sofrem mudas para que possam se desenvolver, a este processo chamamos de ecdise ou muda.

Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Operários funcionais tem a habilidade de mudar de volta a ninfa, que pode então se transformar em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colônia. O último estágio ninfal pode desempenhar funções do operário no busca de alimentos e ajudam a cuidar de outras ninfas nos estágios iniciais.

Os cupins de madeira seca não tem operários verdadeiros. Sua função é desempenhada pelas ninfas que podem se desenvolver em soldados ou reprodutores. Os cupins subterrâneos apresentam, em geral, as três fases do ciclo de vida descrito acima.

Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento freqüente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, são prontamente substituídas pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação, do rei, ou de oviposição, da rainha.

Formação de uma nova colônia

Novas colônias podem ser formadas a partir dos reprodutores alados (siriris ou aleluias) ou pelo isolamento de indivíduos de uma colônia grande. Na colônia formada através dos alados, é interessante notar que a maior parte das formas aladas irá morrer por serem atacadas por inimigos naturais (formigas), consumidas por predadores (pássaros, morcegos, etc), por sofrerem com mudanças climáticas ou simplesmente por não encontrarem o par ou um local seguro para fazer o ninho. Além disso, o desenvolvimento inicial da colônia é lento. A rainha coloca poucos ovos inicialmente e, ao final do primeiro ano, uma colônia de cupins subterrâneos, por exemplo, pode conter cerca de 75 indivíduos apenas, apresentando-se assim, extremamente frágil.

A formação de uma nova colônia, através do isolamento, acontece quando uma colônia identifica uma nova fonte de alimento e uma sub-colônia é formada para explorar esta nova fonte alimentar. Se o caminho entre a colônia principal e a colônia secundária for quebrado, a população isolada pode então dar origem às formas reprodutoras, geradas através dos operários funcionais e ninfas, como discutimos anteriormente.

Desta maneira, outra principal fonte de formação de novas colônias, é através do acúmulo de madeira infestada em determinados locais (que contribuem para a formação de uma sub-colônia) e pelo uso de madeiras já infestadas por cupins.

Classificação

Família: Rhinotermitidae    –    Gênero: Coptotermes    –    Espécie: Coptotermes havilandi Holmgren, 1911.

Descrição

O Coptotermes havilandi é uma das espécies de cupins denominados de cupins subterrâneos sendo, sem sombra de dúvida, a espécie invasora de estruturas de maior importância econômica no Brasil.

Dentro da família Rhinotermitidae encontram-se os cupins que mais prejuízos causam à madeira, em todo o mundo. Existem cerca de 45 espécies de cupins descritas e, dentre elas, o Coptotermes havilandi, que infesta estruturas no Brasil. Nos Estados Unidos existe uma espécie diferente, denominada Coptotermes formosanus, que ainda não ocorre no Brasil. Recentemente foi identificado o Coptotermes havilandi em um bairro de Miami, uma cidade portuária localizada no Estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, fato este que tem causado grande preocupação aos norte-americanos.

No Brasil, acredita-se que o C. havilandi foi introduzido em 1923, através de importações de materiais infestados que chegaram por cidades portuárias. Ou seja, da mesma maneira que ele acabou sendo introduzido nos Estados Unidos em 1996: de navio.

O soldado desta espécie apresenta a cabeça arredondada, de cor amarelo claro, com mandíbulas proeminentes e dotados de um poro logo atrás das mandíbulas que é conectado a uma glândula cefálica, chamado de fontanela. Esta glândula produz um líquido viscoso do tipo cola que é usado para defesa, sendo excretado em grande volume (proporcionalmente) quando se encontram em perigo.

O soldado possui uma cabeça mais avantajada, necessária para sustentar as mandíbulas na defesa da colônia.

A rainha e o abdome fisiogástrico: o tamanho é resultado do acúmulo de ovos em desenvolvimento dentro de seu corpo para dar conta das milhares de posturas características de algumas espécies.

A rainha do cupim subterrâneo pode colocar cerca de 1000 ovos por dia.

Um estudo visando quantificar o tamanho de uma colônia típica de cupins subterrâneos (C. formosanus) nos Estados Unidos, mostrou que, dentre 8 colônias estudadas em Miami, o número de cupins variou entre 1,4 a 6,86 milhões de indivíduos. Estas colônias apresentaram uma área de forrageamento (busca de alimentos) de 162 a 3571 metros quadrados, respectivamente. Operários da menor colônia viajaram cerca de 43 metros lineares à procura de alimento, enquanto da maior colônia chegaram à distância de 115 metros do ninho em busca de alimento.

Os ninhos são volumosos e, normalmente, quando não construídos no solo, são construídos em locais ocultos e úmidos tais como em porões, caixões perdidos, paredes e lajes duplas, frestas em construções, poços de ventilação e de elevadores, espaços vazios abaixo do pisos, caixas de eletricidade e telefonia, etc. Este cupim não necessita de contato com solo para se desenvolver, desde que tenha contato com a água (há casos de infestação em prédios nos andares mais altos e nos logo abaixo não). No entanto, o foco principal pode estar no próprio solo.

Uma das principais características deste cupim é que não estão restritos à peça atacada, podendo infestar domicílios, árvores ornamentais, madeiras em geral (parques, jardins). Árvores ornamentais podem servir de excelentes abrigos para cupins, contendo colônias no interior do tronco ou abaixo das raízes.

Para passar de um local a outro, a procura de alimentos, os operários fazem túneis no solo. Quando se depara com ambientes abertos, o C. havilandi usa fezes e partículas de solo cimentadas com saliva, na construção de galerias de comunicação, formando longos túneis que os protegem do ataque de inimigos naturais e da perda de umidade. Estes túneis são o principal sinal de ataque por cupim subterrâneo em estruturas e podem estar camuflados pela infinidade de espaços e frestas que permeiam as edificações, tais como juntas de dilatação, rachaduras, conduítes elétricos e telefônicos, frestas de instalações hidráulicas ou de ar condicionado e prumadas de esgoto, típicas de prédios etc.

Estes cupins são tão vorazes que chegam a fazer 30 a 50 metros de galerias à procura de alimento.Também apresentam um comportamento ávido por espaços vazios, o que facilita a infestação de grandes construções ou instalações como caixas de luz, onde a madeira que suporta as chaves elétricas ou relógios de medição ficam protegidas do ambiente externo pelo vidro colocado nas caixas. O preenchimento dos espaços vazios é rápido e mesmo que não haja frestas, se o reboque se apresentar fresco ou estiver fraco, os cupins podem remover os mesmos da parede e construir a colônia (caso localize um túnel isolado na parede experimente quebrar a parede para localizar frestas).

Os ninhos são construídos da mesma maneira que as galerias, ou seja com o uso das fezes úmidas que são colocadas uma sobre a outra, formando estruturas tipicamente do tipo cartonado, repleto de galerias internas.

O crescimento da colônia é muito mais rápido do que o crescimento da colônia de cupim de madeira seca. O ninho formado por um casal apresenta, um ano após o acasalamento, cerca de 40 indivíduos entre soldados e operários.

Da mesma maneira que os cupins de madeira seca, quando os sinais de infestação tornam-se aparentes, muitas vezes o prejuízo já é de grande monta, nada mais restando ao proprietário do imóvel que controlar a infestação e consertar os locais atacados.

Por apresentarem colônia muito grande, as revoadas dos C.havilandi são de grande porte, envolvendo centenas de indivíduos. Ocorre normalmente entre as 17 e 20 horas, no início da primavera, quando a umidade favorece (pode no entanto revoar mais tarde). Este período favorável para revoadas, em São Paulo, se estende de agosto a dezembro.

Danos

Estimativas feitas com o Coptotermes havilandi, nos Estados Unidos, indicam que uma colônia desta espécie, contendo cerca de 3 milhões de indivíduos, pode consumir madeira a uma taxa de 360 gramas por dia. Uma colônia madura de cupins subterrâneos desta espécie pode causar severos danos a uma estrutura em apenas três meses. Desta maneira é imprescindível que seja identificado o quanto antes uma infestação por cupim subterrâneo.

O montante dos danos pode ser grande não apenas pelo tamanho da colônia que está atacando uma estrutura, mas também porque nada impede que duas ou mais colônias estejam infestando a mesma estrutura.

 

Cupins de Madeira Seca: Introdução

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero).

Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem, sendo que restos fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm desempenhado um papel fundamental no meio ambiente, na decomposição de matéria orgânica ao solo, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo.

No entanto, desde que o homem começou a construir habitações ou estruturas de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria denominação “cupim” é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi e significando “montículo”, em referência ao formato do ninho de uma determinada espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

De acordo com o Dicionário Aurélio, podemos encontrar os seguintes sinônimos da palavra cupim, em Português: térmita, térmite e itapicuim, este último utilizado na região Amazônica do Brasil.

A denominação térmita, por sua vez, é originada do latim “Termes” e era utilizada pelos romanos ao se referirem ao “verme da madeira”, seu significado em latim, dada a aparência que os mesmos apresentam quando infestando uma estrutura de madeira.
Conforme comentamos, existem muitas espécies de cupins que podem ser agrupados de diferentes maneiras. Como o próprio nome indica, os cupins de madeira seca são os cupins que fazem o ninho na madeira seca, ou seja, a colônia encontra-se na madeira seca que, ao mesmo tempo, serve de abrigo e de alimento.O texto que apresentamos aqui procura ajudá-lo na identificação dos cupins e dos danos que causam, contribuindo para que encontre uma solução para os eventuais casos de ataque.É interessante frisar, porém, que existem muitas espécies de cupins e sua fonte de alimento pode variar bastante – existem cupins que comem raízes de plantas ou fungos, por exemplo. Desta maneira, é importante saber identificar a espécie a ser controlada, diferenciando cupins que não causam prejuízos ao homem (úteis na manutenção da cadeia alimentar na natureza) dos cupins que causam danos ao patrimônio privado, histórico ou cultural do homem.

 

Cupins de Madeira Seca: Biologia e Comportamento

Descrição – Vida Social – Ciclo de Vida – Nova Colônia – Comportamento

 

Descrição:

Os cupins são insetos sociais pertencentes à Ordem Isoptera, palavra que deriva do grego “isos”, que significa igual e “ptera”, que significa asas, ou seja, os cupins pertencem à classe de insetos de “asas semelhantes”.

Assim, a classificação dos cupins começa pela seguinte tabela:

Reino: Animal  –Filo: Artropoda  –  Classe: Insecta  –  Ordem: Isoptera

Estes insetos tem distribuição mundial, ocorrendo em áreas tropicais e temperadas na terra. Cerca de 2.200 espécies de cupins já foram descritas, sendo que no continente americano encontramos aproximadamente 540 espécies distribuídas em 84 gêneros e 5 famílias. Nos Estados Unidos foram relatadas cerca de 40 espécies e, no Brasil, cerca de 200 espécies, a maioria benéfica. O quadro abaixo representa esta distribuição.

A Família Kalotermitidae é a família que reúne os cupins de madeira seca.

No Brasil, uma das principais espécies invasoras de estruturas são o Cryptotermes brevis (Walker, 1853), conhecido como cupim de madeira seca e pertencente à família Kalotermitidae.

Vida Social

Cupins são insetos sociais, ou seja, como as abelhas, formigas e vespas, formam uma colônia. Esta colônia de indivíduos é caracterizada pela especialização de funções, existindo indivíduos responsáveis por tarefas específicas tais como: buscar alimento, reprodução, botar ovos, defender o ninho, dentre outras. A especialização faz os indivíduos de uma colônia possuírem diferentes formas (morfologia diferenciada, polimorfismo), devidamente adaptadas à função que irão desempenhar. Desta maneira, um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.

Existem basicamente três tipos de funções ou castas de indivíduos em uma colônia:

Operários   –  Soldados   –   Reprodutores alados

O alado, pronto para a revoada é  também chamado de siriri ou aleluia. O cupim adulto  tem o aparelho reprodutor já desenvolvido. O cupim operário. O soldado é caracterizado pela cabeça avantajada para sustentar uma mandíbula  grande o suficiente para a função de defesa.

A casta dos operários é caracterizada por indivíduos responsáveis por todas as funções rotineiras da colônia, tais como obtenção de alimento, alimentação de indivíduos de outras castas, inclusive o rei e a rainha, construção e conservação do ninho (reparação por danos e limpeza), eliminação de indivíduos adoecidos ou mortos, cuidados com os ovos. Morfologicamente falando, os operários apresentam uma cor branca leitosa com a cabeça relativamente mais escura, não apresentando nenhum olho (tanto olhos compostos quanto olhos simples ou ocelos). Algumas espécies podem apresentar uma área pigmentada onde os olhos seriam tipicamente encontrados; no entanto todos os operários são cegos. As asas são ausentes pois não necessitam das mesmas para o desempenho das funções a eles atribuídas.

Operários de cupins são encontrados em grande número na colônia. Eles são responsáveis por manter o ninho, alimentando as demais castas.
A casta dos reprodutores alados é representativa dos indivíduos responsáveis pela reprodução. Assim, esta casta é formada por indivíduos sexualmente definidos (machos e fêmeas), com o aparelho reprodutor desenvolvido. São os famosos siriris, siri-siris ou aleluias, que saem do ninho em um vôo de dispersão com o objetivo único de encontrar um local onde possam se reproduzir, formando outro ninho de cupins. Este fenômeno de dispersão é conhecido como revoada ou enxamagem e ocorre principalmente em épocas quentes e úmidas,A casta dos soldados, por sua vez, tem a função de guarda do ninho e proteção dos operários durante a busca de alimentos. Morfologicamente apresentam corpo de cor branco leitoso, e são caracterizados pelas cabeças escuras desenvolvidas com um par de mandíbulas também desenvolvidas (a única exceção são os soldados da espécie Nasutitermes spp, que apresentam mandíbulas na forma de um prolongamento espinhoso da cabeça). Semelhantemente aos operários, os soldados também não apresentam asas ou olhos (áreas pigmentadas na cabeça podem estar presentes na região onde os olhos estariam localizados). Como estruturas de defesa, além da potente mandíbula que pode esmagar, cortar ou golpear com enorme força e da cabeça dura e volumosa que pode obstruir passagens estreitas do ninho contra a penetração de inimigos naturais, os soldados de algumas espécies podem apresentar secreções de natureza tóxica ou viscosa e muito grudenta, através de uma estrutura na cabeça denominada fontanela (um tipo de poro que se interliga com a glândula frontal, responsável pela produção das secreções). É interessante mencionar que o formato da cabeça e das mandíbulas pode ajudar na identificação da espécie infestante.

normalmente no período da tarde, próximo ao anoitecer. Morfologicamente falando, para desempenharem a função de dispersão, apresentam dois pares de asas

membranosas, úteis apenas durante o fenômeno de dispersão, caracterizadas por terem dimensões semelhantes (o que os classifica na Ordem Isoptera, como mencionamos anteriormente). Quando não estão em uso, as asas repousam sobre o abdome do inseto. A cor das asas pode variar de claras e transparentes a escuras, sendo que é através das nervuras presentes nas asas que se identificam muitas espécies de cupins. A coloração do corpo dos alados varia de um marrom claro ao preto, dependendo da espécie. Apresentam olhos compostos e algumas espécies também apresentam olhos simples ou ocelos. Da mesma forma que os soldados, apresentam fontanela na cabeça.

Após a revoada, quando pousam no solo para procurar um abrigo e formar novo ninho, os reprodutores alados forçam as asas contra a superfície e a quebram, pois já desempenharam o seu papel no vôo de dispersão. A parte basal da asa, que permanece junto ao corpo após a quebra das asas, é denominada escama alar. Se o casal não tiver se encontrado durante o vôo de dispersão, a fêmea, já no solo, libera um feromonio sexual que irá atrair o macho. Após ambos se encontrarem, partem para procurar um local seguro para o acasalamento. Após a identificação do abrigo (madeira seca) macho e fêmea se acasalam e iniciam a nova colônia dando início à postura de ovos. A partir daí são chamados de rei e rainha, ou casal real, da nova colônia.

Quando inicia a postura, o abdome da rainha sofre uma hipertrofia, pois todos os ovos em desenvolvimento ficam em seu interior, aumentando de tamanho à medida que a fêmea aumenta sua capacidade de oviposição com o passar dos meses. O abdome da fêmea pode, assim, alcançar vários centímetros de comprimento, apresentando uma coloração branca leitosa. O macho permanece junto à fêmea, que necessita ser fecundada periodicamente e, por sua vez, apresenta uma leve hipertrofia em seu abdome. Dependendo da espécie de cupim, o casal real pode transitar livremente no ninho ou permanece confinado em uma câmara real, de onde jamais sairá.

O ninho pode ser formado ainda por outros indivíduos ou elementos, tais como ovos e indivíduos imaturos, brancos, moles e dependentes dos operários que cuidam de sua limpeza e alimentação. Também podem apresentar reprodutores secundários ou reprodutores de substituição, indivíduos com a função de substituir o casal real no caso de algum deles adoecer ou morrer, ou até mesmo ter a função de complementar a postura de ovos na colônia. Reprodutores secundários são produzidos em colônias mais maduras e, como não têm a necessidade de sair da colônia, eles nunca desenvolveram asas podendo apresentar, no entanto, gemas alares quando são originados de ninfas. Sua coloração pode variar de leve a fortemente pigmentada.

Outras espécies de artrópodes também podem conviver com os cupins, tais como alguns pequenos besouros, miriápodes e moscas e são denominados simbiontes.

Para manter todos os indivíduos desta sociedade, o ninho desempenha um papel importante, oferecendo condições microclimáticas (temperatura, umidade, intempéries climáticas) adequadas e seguras a todos os indivíduos desta comunidade, protegendo-a contra inimigos naturais (predadores e parasitas). Ao conjunto formado pela comunidade (indivíduos) e pelo ninho (parte física), denominamos colônia. Assim, uma colônia pode ser formada de vários ninhos (ou sub-ninhos) no caso de compartilhar os mesmos indivíduos.

Ciclo de Vida

Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta. Embora cada espécie possua características de desenvolvimento diferentes, basicamente podemos resumir o ciclo de vida destes insetos em: ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos. A rainha coloca ovos que se transformam nas formas jovens. As formas jovens, por sua vez, podem se diferenciar em operários, soldados e reprodutores alados que, como vimos, após se abrigarem em outro local, formam o casal real da nova colônia.

Entre a forma jovem e a forma adulta, os cupins sofrem mudas para que possam se desenvolver, a este processo chamamos de ecdise ou muda.

Os operários podem ser divididos em dois tipos: operários verdadeiros, que são estéreis e operários funcionais, que são machos e fêmeas. Operários funcionais tem a habilidade de mudar de volta a ninfa, que pode então se transformar em soldados, reprodutores alados ou reprodutores de substituição, dependendo das necessidades da colônia. O último estágio ninfal pode desempenhar funções do operário no busca de alimentos e ajudam a cuidar de outras ninfas nos estágios iniciais.

Os cupins de madeira seca não tem operários verdadeiros. Sua função é desempenhada pelas ninfas que podem se desenvolver em soldados ou reprodutores.

Em relação à longevidade dos cupins, o rei e a rainha podem viver até 30 anos. Durante todo o período de vida, a rainha irá colocar ovos e, para isso, necessita de acasalamento freqüente do rei. A colônia como um todo, no entanto, pode viver para sempre uma vez que se o rei ou a rainha morrerem ou adoecerem, são prontamente substituídas pelos reprodutores de substituição que se encarregarão das funções de fecundação, do rei, ou de oviposição, da rainha.

Formação de uma nova colônia

Novas colônias podem ser formadas a partir dos reprodutores alados (siriris ou aleluias) ou pelo isolamento de indivíduos de uma colônia grande. Na colônia formada através dos alados, é interessante notar que a maior parte das formas aladas irá morrer por serem atacadas por inimigos naturais (formigas), consumidas por predadores (pássaros, morcegos, etc), por sofrerem com mudanças climáticas ou simplesmente por não encontrarem o par ou um local seguro para fazer o ninho. Além disso, o desenvolvimento inicial da colônia é lento.

A rainha coloca poucos ovos inicialmente e, ao final do primeiro ano, uma colônia de cupins subterrâneos, por exemplo, pode conter cerca de 75 indivíduos apenas, apresentando-se assim, extremamente frágil.

A formação de uma nova colônia, através do isolamento, acontece quando uma colônia identifica uma nova fonte de alimento e uma sub-colônia é formada para explorar esta nova fonte alimentar. Se o caminho entre a colônia principal e a colônia secundária for quebrado, a população isolada pode então dar origem às formas reprodutoras, geradas através dos operários funcionais e ninfas, como discutimos anteriormente.

Desta maneira, outra principal fonte de formação de novas colônias, é através do acúmulo de madeira infestada em determinados locais (que contribuem para a formação de uma sub-colônia) e pelo uso de madeiras já infestadas por cupins.

Conhecendo o Comportamento dos Cupins de Madeira Seca

Descrição

Como comentamos anteriormente, os cupins de madeira seca são cupins que vivem em madeira com relativamente baixo teor de umidade. Eles não necessitam, assim, contato com o solo ou com outra fonte de umidade. A própria madeira e o ambiente em que vivem provêem a umidade que necessitam para sobreviver. Por viverem dentro da madeira seca, eles são freqüentemente transportados de um local a outro em móveis infestados, caixas ou “containers” de madeira, estrados de madeira, molduras de quadros, etc.

Classificação

O cupim de madeira seca economicamente mais importante no Brasil é o Cryptotermes brevis. Existem 8 espécies do gênero Cryptotermes no continente americano.

Ordem:Isoptera – Família:Kalotermitidae – Gênero: Cryptotermes – Espécie:Cryptotermes brevis (Walker, 1853)

O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que se encontra normalmente restrito à peça atacada, não tendo capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente exista um ponto de contato entre ambas as madeiras. Neste caso, a colônia pode se estender e infestar todo o madeirame em contato.

O tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, uma vez que se encontra restrito a ela. Por este motivo, os cupins de madeira seca normalmente apresentam colônias pequenas, com cerca de 300 indivíduos a alguns milhares. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3000 indivíduos após 15 anos.

O pequeno tamanho da colônia é, entretanto, compensado pelo grande número de colônias que podem ser encontradas em uma determinada estrutura, podendo haver centenas de colônias convivendo no mesmo ambiente. Por estarem protegidos de predadores durante a revoada (que podem ocorrer dentro da própria estrutura), não dependerem de contato com o solo e sobreviverem em madeiras com pouca umidade, muitos alados podem sobreviver por ocasião da revoada e formar novas colônias.

O seu ataque encontra-se em expansão no Brasil, onde se acredita tenha sido introduzido através de importação de estruturas de madeira infestadas. Provavelmente originado da Jamaica, este cupim vêm espalhando-se, através de navios, para o resto do mundo.

O C. brevis é típico de construções humanas, ou seja, dificilmente são encontrados em árvores ou mesmo em madeiras abandonadas no exterior de construções humanas. De fato, até agora, nunca foram encontrados nos locais e ambientes citados acima, caracterizando um comportamento estritamente antropófilo.

Estes cupins são sensíveis à umidade e, portanto, à perda de água. Esta sensibilidade é tamanha que suas fezes são formadas por pelotas fecais secas, comprimidas durante o processo de excreção, a fim de não perder água no processo de eliminação de impurezas orgânicas.

Estas fezes ficam armazenadas por um tempo em uma câmara no ninho e podem ser usadas para fechar canais que eventualmente não estejam mais sendo utilizados ou para fins de defesa.

Periodicamente, por causa do acúmulo de fezes, os cupins as eliminam sob a forma de uma “chuva” típica. As fezes se acumulam, assim, logo abaixo do orifício de eliminação, ao longo da peça atacada. Este é o mais típico sinal de infestação por cupins de madeira seca. Após a eliminação das fezes, o orifício formado (de formato circular com diâmetro de cerca de 1-2 mm) é então novamente fechado.

As fezes apresentam um formato de pequenos grânulos (0,5 mm de comprimento), ovalados e, quando observados com lupa, é possível observar 6 reentrâncias causadas pela impressão dos músculos retais nas paredes das fezes.

Os orifícios de eliminação são posteriormente fechados com uma membrana fina de material lenhoso, que é periodicamente aberta para novas eliminações. Assim eles não perdem água ou tampouco permitem a passagem de invasores.

O soldado deste cupim apresenta uma cabeça dura e volumosa (do tipo fragmótica cilindróide e truncada na frente), de cor castanho avermelhada, escura a quase negra, que contrasta com o colorido esbranquiçado do resto do corpo. A cabeça é utilizada para obstrução dos canais, quando é necessário defender o ninho.

Suas revoadas são geralmente noturnas (início da noite), sendo que, pelo fato de terem poucos indivíduos, são revoadas pequenas e discretas, contendo por vezes algumas dezenas de indivíduos. Os alados saem por orifícios feitos pelas ninfas, que podem ser os mesmos feitos para eliminação das pelotas fecais.

Os casais formados após a revoada instalam-se diretamente na madeira, através de furos de prego, encaixe de peças, frestas, etc. Nas colônias maduras, a rainha é apenas ligeiramente maior que o rei.

A colônia dos cupins de madeira seca não apresentam operários verdadeiros. As ninfas de último estágio desempenham este papel na colônia. No processo de construção do ninho, as ninfas normalmente seguem os veios da madeira, construindo câmaras e galerias conectadas canais de comunicação estreitos, que podem ser fechados no caso de ataque de inimigos ou outras razões. As paredes das galerias e túneis são aveludadas, como revestidas por uma fina camada de poeira. É possível encontrar-se pelotas fecais distribuídos nas galerias e câmaras, até que sejam eliminados. No entanto, nunca se encontra solo dentro das galerias.

Uma colônia de C. brevis cresce lentamente. Para se ter uma idéia, um ninho formado por um casal de cupins, apresenta um ano após o acasalamento, cerca de 3 a 4 ninfas, 1 a 2 ovos e nenhum soldado.

Danos

Por estarem restritos à peça atacada e por terem um comportamento avesso à luz, os cupins de madeira seca apresentam sinais externos de ataque bastante discretos.

No entanto, não se deve subestimar os danos potenciais causados por este cupim, pois quando se percebe efetivamente o dano, o prejuízo já é grande. De fato, em madeiras submetidas a infestações por um tempo prolongado, restará apenas uma fina superfície externa intacta, quebradiça e outras poucas divisórias internas, separando câmaras espaçosas. É assim que muitas vigas de sustentação de telhados de residência ficam quase que totalmente ocas e sucumbem, ocasionando o desabamento do telhado.

Como cupins são espécies sensíveis, dificilmente infestam peças de madeira que apresentem movimento constante, uma vez que este movimento pode esmagá-los antes de conseguirem abrigo através de uma fresta. Assim objetos como cadeiras, portas e janelas normalmente não são atacadas pelo mesmo.

Quando infestam peças que são móveis, o ataque é discreto, podendo formar colônias completas no interior da peça, mesmo as de menor tamanho. Esta capacidade de habitar peças facilmente transportáveis, sem apresentar sinais externos de ataque, favorece sua dispersão quando as peças são transportadas a diferentes regiões geográficas.

Dentre as peças mais comumente atacadas pelo cupim de madeira seca, destacamos o batente de portas e janelas (que ficam fixo, sem movimento, em contato com a parede), móveis e armários embutidos, rodapés e forros de madeira.

Estantes com livros que não são movimentados podem ser objeto do ataque destes cupins, sendo que um dos procedimentos aconselhados para a manutenção de acervos culturais, é a sua constante movimentação e limpeza, a fim de evitar o estabelecimento de colônias nestas peças.

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